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jul 02

Série Exemplos – 01: Tinoca

01Se alguém perguntar: Qual o elemento que compõe um homem? Certamente, será respondido: Caráter, oriundo de uma vivência familiar, pautada pela retidão, pelo respeito e por objetivos nobres. Se tal questionamento for direcionado ao Sr. José Tarcísio, às informações serão elencados, que ele nasceu no dia 23 de junho de 1935 de uma família numerosa tendo como país o Sr. Joaquim Teixeira (Quinzinho) e da Sra. Maria José Goulart. Sendo que desde pequeno aprendeu o exercício da misericórdia, não pela gentileza, mas pela ação concreta ao ir com seu pai ao encontro dos menos favorecidos, tendo nas mãos e na intenção a bandeira da Sociedade de São Vicente de Paulo. A isso trás em suas memórias muitos causos, que o torna uma companhia agradável, pois no calendário das mesmas vai desfiando e acendendo acontecimentos em uma cidade desmemoriada.

Ainda jovem ingressou na Conferência São Luiz Gonzaga, uma das muitas células que compõe a SSVP, sendo que essa preparava os jovens, para a fidelização e compromisso no que tange a promoção humana, através da caridade. Tanto que mais tarde ingressou na Conferência Nossa Senhora das Dores, sendo essa fundada por seu venerando pai. No decorrer de mais de 70 anos exerceu vários cargos, tais como: secretário, tesoureiro e presidente, tendo como plataforma de conduta a conciliação em meio a embates, visando, sempre, a priorização da própria SSVP. Em tempo vale ressaltar a competente administração, quando na presidência do Conselho Particular e, também, no cargo de tesoureiro deste mesmo Conselho. Vale ressaltar que em todos os domingos, pela manhã, pode-se encontrá-lo em reunião com os confrades e consorcias da Conferência Nossa Senhora das Dores. Devido ao reconhecimento de sua notabilidade o salão mais importante do prédio da SSVP contem o seu nome.

Dizem que os deuses fizeram das tripas coração e, em tempo, uma lira e a essa o Sr. José Tarcísio, se dedicou, também, toda a sua vida. Fazendo desse ardil poético a trilha sonora de todos os acontecimentos festivos e funestos de Dores de Campos. Em seu espírito altruísta passou e passa para os leigos (nas dependências da Lira Nossa Senhora das Dores) todos os acordes para se fazer e entender uma composição sonora, tanto que pode ser comprovado pelos moradores da Rua Silvio Tranqueira e pelos transeuntes que por lá passam e escutam os: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, na compreensão dos solfejos, pelos alunos que aspiram ser músicos, como ele.

Pela referência, em sinal de carinho, todos o chamam pelo codinome: “Tinoca” e é assim que ele gosta de ser chamado. Sempre, em companhia de seus três filhos e em meio a uma alegria pela vida, ainda pode se observar, em seu sorriso, uma nesga de tristeza e uma imensa saudade de sua querida esposa Dona Dely, in memorian.

Assim é o Sr. José Tarcísio, um homem, verdadeiramente, bonachão! Um exemplo a ser seguido!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 24 de junho de 2015

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