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abr 29

Maio, mês de Maria!

 

Mãezinha do céu, eu não sei rezar,
Só sei repetir: eu quero te amar.
Azul é teu manto, branco é teu véu.
Mãezinha eu quero te ver
Lá no céu.

Era assim, quando eu era criança, que minha mãe me ensinava, de maneira simples o entendimento da fé. Uma fé pura, imbuída de exemplos e conselhos detectáveis sem qualquer intelectualização da mesma. Minha infância e a dos meus irmãos foi embalada com as histórias da Sagrada Família, com a evocação contínua da intercessão de Maria, Nossa Senhora, a mãe de Jesus. Talvez se encontra ai a diferença de nossa religião com as demais denominações, pois solicitamos a presença de Maria, para abrir a porta de nosso coração e nos apresentar o seu filho Deus. Eu sou completamente Mariano, pois meu pai e minha mãe, que eram das Congregações Marianas ensinaram aos meus irmãos e a mim, que o sim de Maria nos propiciou Jesus Cristo, e para tanto devemos consagrar em nosso coração a importância de Maria no processo de salvação.
 
Lembro-me nos sarais das noites de frio ao pé do fogão de lenha, quando toda a família se encontrava reunida, meus pais nos revelavam a importância da fé na caminhada de nossas vidas, sem qualquer discurso acadêmico, pois nem a Sagrada Escrituras tínhamos em casa, pois a nossa fé era feita de coisas simples, de pequenos exemplos, de tímidos conselhos, nas Ave-Marias do Rosário, nas narrativas da Cova da Iria. Conjugado a isto tinha a catequese, também simples, mas profunda, ensinada por Dona, ou melhor, Srta Lecy Silva que acontecia nas preliminares do ofício da Santa Missa celebrada pelo Pe. Assis e um pouco depois, pelo Pe. Antônio dos Santos e em tudo Maria, nossa Mãe querida se destacava, e nos devocionava a ela.

A religiosidade forte, sem dúvida que tenho hoje advém das pequenas coisas acontecidas na minha infância, dos cartões com estampa de Maria oferecida à minha mãe nos segundos domingos de maio. Nas singelas canções aprendidas. Hoje minha fé faz com que visualizo Maria nas tantas mulheres que se destacam na sociedade pela luta de um mundo melhor e equivalente a todos, nas mulheres de mãos calejadas, de peles negras, de bocas desdentadas, de cabelos eriçados pelo vento da violência das drogas, de todos os vícios, pelos olhos sem esperança.
Agradeço a minha mãe, a Srta Lecy Silva pela Maria que elas me deram de presente, por toda a minha vida, por todas as minhas vidas.
Amém Maria, mãe querida!

 

De: João Bosco de Melo
Dores de Campos, 28 de abril de 2010.
PASCOM

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